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[14:27 23/06] Antonio Silvan Oliveira

Apesar dos avanços da democracia, o trabalhador ainda desfruta de pouca representação na Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e Congresso Nacional. Ele que é a principal força produtora de riquezas no Brasil não conseguiu conquistar, nestas representações do Poder Legislativo, direitos que lhe garantam uma vida digna.

 

Dos 513 deputados federais em Brasília, um percentual reduzido é composto de parlamentares que defendem os direitos trabalhistas. O mesmo se repete no Senado, com 81 membros. Calcula-se que a bancada patronal tenha 35% de representantes no Legislativo Federal, enquanto os trabalhadores ficaram com 10%.

 

De 513 deputados federais, o Estado de São Paulo tem 70. Ao fazermos uma radiografia, entre estes 70 parlamentares, poucos defendem o trabalhador.

 

Portanto é importante a classe trabalhadora lutar para mudar este quadro. Não podemos cair no erro de que eleição não serve para nada. É errado pensar deste jeito. A democracia exige a participação de toda a sociedade.

 

Consciência

 

Porque o Poder Legislativo (Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e Congresso Nacional) é o responsável pela criação das leis, sejam elas boas ou ruins. Neste caso, a bancada patronal vai se empenhar para aprovar leis que favoreçam o capital. Em alguns casos, até retirando direitos trabalhistas conquistados há décadas.

 

No caso de Guarulhos, atualmente temos 34 vereadores. Deste número, o eleitor já pesquisou quantos deles representam os trabalhadores de nossa cidade? Uma bancada que não seja afinada com a classe trabalhadora vai aprovar, sem qualquer peso na consciência, aumento no valor do IPTU, da passagem de ônibus e se esforçar pouco para tornar realidade bons projetos visando melhoria na Saúde, Educação, Transporte e Segurança.

 

Apesar de sermos a segunda maior cidade do Estado de São Paulo, ainda não temos terminais de ônibus como os existentes na Capital e outros municípios do Interior. Além de praticarmos uma das tarifas mais caras do Brasil. Porque os interesses patronais ainda prevalecem entre boa parte dos nossos vereadores.

 

Se os trabalhadores elegessem vereadores sintonizados com os interesses do operariado, provavelmente essa barbaridade teria chegado ao fim. E a população, principalmente da periferia, não continuaria sofrendo para disputar e conquistar uma vaga em nosso parque industrial, por falta de linhas de ônibus.

 

Propostas

 

Neste ano, que teremos eleições municipais, é importante checar as propostas dos candidatos. Precisamos votar de forma consciente. Qual o compromisso dele com a comunidade. Se já foi vereador ou prefeito, qual o seu comportamento na defesa de projetos que beneficiaram a cidade.

 

O eleitor precisa desconfiar e não dar qualquer crédito ao candidato que ofereça qualquer tipo de vantagem. Porque ela poderá ter um alto custo após as eleições, com este parlamentar votando projetos contrários aos anseios da população.

 

Outro problema é a ocupação do espaço dentro das siglas partidária, onde o candidato pode veicular suas propostas. Apesar de os partidos receberem dinheiro do fundo partidário (para este ano o governo federal vai destinar R$ 194,3 milhões) para usar no desenvolvimento das campanhas, a grande maioria dos candidatos não tem ajuda para divulgar sua proposta junto ao eleitor.

 

Este detalhe dificulta identificar entre os inúmeros candidatos, aqueles que verdadeiramente honram seus mandatos e lutam pelos trabalhadores. Hoje, a propaganda eleitoral sofre várias restrições, criando barreiras para o candidato expor seu plano de governo ao eleitor. 

 

 


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