História
Sindiquímicos luta pela categoria há 43 anos
O projeto de criar o Sindiquímicos de Guarulhos foi resultado de uma conversa de funcionários que trabalhavam na Norton (atual Saint Gobain). Como não tinha local para o pessoal se reunir, o companheiro Antonio Rodrigues de Freitas, hoje com 75 anos, levou os primeiros militantes para se encontrar em sua casa, na Rua Luzia Balzani, 287, Vila Moreira, região Central da cidade. Passados 43 anos, completados no dia 5 de outubro, ele não imaginaria que o Sindiquímicos é hoje o segundo maior sindicato de Guarulhos, com 15 mil trabalhadores na base, que inclui Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato e Franco da Rocha. “Naquela época nem sonhava que um dia teríamos salão de cabeleireiro, dentista, médico e advogados”, recordou.
Na casa de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, o espaço era dividido com os primeiros membros da categoria. Segundo Freitas, a primeira assembléia destruiu o jardim da casa por causa do número de pessoas presentes. “Os primeiros membros fundadores foram o Ângelo Dantas Dias, Otávio de Oliveira Barbosa, Humberto Alves de Carvalho e José Dijoli”, lembrou.
Porém, a tarefa de fundar o Sindiquímicos de Guarulhos não foi bem-vista pela Norton, onde trabalhava a maioria da diretoria da entidade, que logo começou a demitir os funcionários ligados ao sindicalismo. “Em 1961 fizemos uma greve por causa disto”, disse. Com o Regime Militar, um interventor (Joel Escatolin) passou a presidir o Sindicato. “O primeiro ato dele foi proibir qualquer tipo de reunião no local. Mas ignoramos e continuamos a militância até conseguirmos tirá-lo”, relembro.
Em 1965, outras categorias passaram a procurar a entidade e a casa da Rua Luzia Balzani ficou pequena para as assembléias, que eram realizadas no quintal da frente da residência e parte da rua. Em 1966 foi comprado o terreno da atual sede, inaugurada no início da década de 80. Na metade dos anos 70, o Sindiquímicos conquistou a estabilidade para gestantes, que anos mais tarde se transformou em Lei, beneficiando todos os trabalhadores de outras categorias. Depois conseguiu a inclusão da média das horas extras habituais incorporadas às férias e ao 13º salário e aos valores das verbas rescisórias.
Atualmente, o Sindiquímicos de Guarulhos oferece aos seus associados e sócios voluntários convênio médico, além de seguro de acidente pessoal, convênios laboratoriais, clínicos, odontológicos, farmacêuticos, educacionais, ensino de idiomas, de informática e salão de beleza, que funciona em amplas instalações da sede da entidade.
O lazer e o bem-estar do trabalhador, juntamente com sua família, são contemplados no clube de campo, em Mairiporã, há 25 quilômetros do Centro de Guarulhos, com moderno parque aquático composto de três piscinas (adulto, jovem e infantil), quadra poliesportiva; campo de futebol society de areia; sala de ginástica; cavalos e pônei, adquiridos para que adultos e crianças possam fazer belos passeios; bosque com churrasqueiras e trilhas ecológicas.
A atual diretoria (Gestão e Luta) construiu mais sete apartamentos na colônia de férias em Caraguatatuba. Os 12 anteriores receberam novas janelas maiores e os apartamentos do andar superior ganharam uma lavanderia exclusiva, além de nova pintura, inclusive no play ground, com toda área não construída gramada. A informática está presente em toda a sede do Sindiquímicos de Guarulhos, com seus departamentos interligados por meio de computadores, facilitando e proporcionando rápido atendimento aos associados e todos os trabalhadores da categoria.
O Sindiquímicos de Guarulhos é o único sindicato do Brasil que mantém convênio com um instituto de defesa do consumidor (Idecon), para preservar os direitos do trabalhador nas relações de consumo no comércio.
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