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 jornal dos químicos de Guarulhos e região

Órgão oficial do STI Químicas, Farmacêuticas, Abrasivos, Material Plástico, Tintas e Vernizes de Guarulhos, Mairiporã, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato - Rua Francisco Paula Santana, 119 - Tel. 209-7800 - Guarulhos (SP) Dir. Resp.: Antonio Silvan Oliveira - Jorn. Resp.: Dennis de Oliveira (MTb.18.447-SP)

Ano XIV - nº 56 - Junho de 2000

Negociata impõe salário mínimo de 151 reais

Bem que a diretoria do Sindicato desconfiava que a bandeira do salário mínimo de 100 dólares proposta pelo deputado federal Luiz Antonio Medeiros e seus correligionários do PFL não passava de demagogia ou forma de pressionar o governo federal para interesses menores. O desfecho da trama comprovou tudo isto. O governo impôs a sua proposta de mínimo de 151 reais e praticamente enterrou o debate sobre os 100 dólares.

Este segundo mandato de FHC vem se caracterizando por uma briga das legendas governistas para terem mais espaço no governo. Mais espaço significa mais cargos, maior influência, usar mais a máquina governamental, entre outras coisas. Como o presidente não poderá concorrer a um terceiro mandato, há uma briga desde já para ver qual o partido que vai encabeçar a coligação governista nas eleições presidenciais de 2002.

De forma oportunista, o PFL abraçou a causa do aumento do salário mínimo para usar a população e os trabalhadores, em especial os aposentados, para pressionar o governo e também fazer média junto a este eleitorado. Porém, as negociatas na calada da noite fizeram prevalecer a tese do governo. O salário mínimo continua com um valor abaixo do necessário, é um dos menores do mundo, o PFL tentou sair da história como o “mocinho” que tentou mas não conseguiu e tudo ficou como estava. Mais lamentável foi a postura do deputado federal Luiz Antonio Medeiros que se prestou a este papel: lançou a idéia, chegou até a participar de uma sardinhada com os aposentados (ocasião em que ele foi acusado de limpar a boca na bandeira do Brasil), mas depois do “acordo de cavalheiros”, baixou a guarda e não fez mais nada para aprovar o mínimo. O deputado esqueceu suas origens e preferiu ficar com os donos do poder.

O único deputado federal de Guarulhos, Jorge Tadeu Mudalen, também votou contra os trabalhadores. Ele alegou que seguiu a orientação da bancada do seu partido. Só que o deputado esqueceu que quem o elegeu - o povo de Guarulhos - precisa de um aumento do salário mínimo.






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