Órgão oficial do STI Químicas, Farmacêuticas, Abrasivos, Material Plástico, Tintas e Vernizes de Guarulhos, Mairiporã, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato - Filiado à central FORÇA SINDICAL - Rua Francisco Paula Santana, 119 - Tel. 209-7800 - Macedo CEP: 07112-020 - Guarulhos (SP) - Dir. Resp.: Antonio Silvan Oliveira - Jorn. Resp.: Dennis de Oliveira (Mtb.18.447-SP)

Presidente nacional da Força Sindical repudia falsas denúncias contra a central

Para Paulinho, denúncias ocorrem pelo medo do crescimento da Força Sindical

(da Força Web)

Nos últimos dias, a Força Sindical foi bombardeada por denúncias mentirosas sobre irregularidades na central. As contas da entidade são públicas, auditadas e aprovadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, pela Secretaria do Ministério da Fazenda e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Abaixo, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, afirma que as denúncias acontecem devido ao crescimento da central.

Paulinho, Presidente da Força SindicalPERGUNTA – A Força Sindical cresceu muito nos últimos anos?
Paulinho - A Força Sindical cresceu mais de 100% nos últimos quatro anos. De 600 sindicatos, passamos para cerca de 1.600, e de 6 milhões de trabalhadores, pulamos para cerca 14 milhões. Com certeza, é a maior central sindical do Brasil atualmente.
PERGUNTA – Que força é essa que levou a tanto crescimento?
Paulinho – Há cerca de cinco anos, nós passamos a trabalhar com a preocupação de cuidar não somente dos interesses dos trabalhadores empregados, mas principalmente daqueles trabalhadores que estão desempregados, daquelas pessoas que estão sendo abandonadas. Criamos projetos que vão desde a assistência às crianças em situação de risco até o oferecimento de cursos de qualificação profissional, passando pela intermediação de mão-de-obra através do Centro de Solidariedade ao Trabalhador. Também estamos assentando famílias na zona rural e cuidando dos aposentados. Por esses e outros motivos, a Força tornou-se a maior central do país, porque passou a cuidar não só dos trabalhadores ligados aos sindicatos, como também daqueles que foram abandonados pela sociedade.
PERGUNTA – Como a Força Sindical se sustenta?
Paulinho - A Força congrega mais de 1.600 sindicatos, os mais importantes na área da indústria. Nossos filiados pagam uma mensalidade para a central que varia de R$ 50 a R$ 25 mil, dependendo do sindicato. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Comerciários de São Paulo são os que mais pagam. É com isso que a central sobrevive.
PERGUNTA – Que tipo de serviços ou atos a Força desenvolve em parceria com empresários?
Paulinho - Vários. Um deles é o 1º de Maio, que não é patrocinado. As empresas apenas compram anúncios no palco ou próximo do palco. É com isso que pagamos as despesas do 1º de Maio e por isso podemos dar aos trabalhadores a oportunidade de ver um grande show. Há também uma grande parceria aqui no Centro de Solidariedade ao Trabalhador. As empresas colocam vagas no Centro e nós selecionamos e encaminhamos os profissionais com o perfil que elas pedem, tudo gratuitamente. Isso também é um serviço gratuito para os trabalhadores. Temos também uma grande parceria com a Ford para treinar trabalhadores na área de montagem, de oficinas de carros da Ford. Há ainda com outras empresas para a formação de primeiro e segundo graus, parcerias com empresários no Centro Meu Guri que atende crianças em situação de risco, enfim, parcerias bancadas por trabalhadores e por empresários. Mas a mais importante parceria que fizemos recentemente foi uma paralisação na Bolsa de Valores de São Paulo, símbolo do capitalismo, em defesa da bolsa, porque sabemos que auela instituição é importante para o país.
PERGUNTA – Quais são as relações da Força Sindical com o governo?
Paulinho - Nós temos várias parcerias com o governo federal. Parcerias transparentes na área da qualificação, na área da intermediação – o nosso Centro de Solidariedade é uma parceria com o governo em que ele entra com 80% dos recursos e a Força Sindical e seus sindicatos, com 20%. Acontece o mesmo com um curso de qualificação: a Força entra com 20% e o governo paga os outros 80%. Além disso, temos uma parceria para empregar pessoas na zona rural, um grande projeto com o Banco da Terra, que nós chamamos de Agrovida – Força da Terra. Por ele, nós estamos assentando famílias na zona rural. Este talvez seja um dos projetos mais importantes acontecendo no Brasil atualmente.
PERGUNTA – Qual é a causa das denúncias envolvendo a Força Sindical?
Paulinho - Na verdade, essa questão não envolve a Força Sindical. Envolve um instituto, chamado IBES, de anos atrás, que é anterior à fundação da Força. Se houve ou não desvio, nós não sabemos. Eu acho que não houve, mas, se houve, foi lá atrás, não tem relação com a Força Sindical. A Força tem as contas totalmente aprovadas. Nas parcerias com o governo, as contas da Força foram todas aprovadas na área da qualificação e na área da intermediação. Nós somos fiscalizados pelo Ministério do Trabalho, pela Secretaria do Ministério da Fazenda e temos contas aprovadas pelo Tribunal de Contas da União. E todas foram aprovadas. Portanto, não há nenhum problema com as contas da Força Sindical. Aqui tudo é transparente, por isso aqueles que quiserem investigar vão encontrar tudo aberto.
ANO XV - Nº 66
NOVEMBRO DE 2001



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