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Órgão
oficial do STI Químicas, Farmacêuticas, Abrasivos,
Material Plástico, Tintas e Vernizes de Guarulhos,
Mairiporã, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco
Morato - Filiado à central FORÇA
SINDICAL - Rua Francisco Paula Santana,
119 - Tel. 209-7800 - Macedo CEP: 07112-020 -
Guarulhos (SP) - Dir. Resp.: Antonio Silvan Oliveira
- Jorn. Resp.: Dennis de Oliveira (Mtb.18.447-SP)
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Crianças
trabalham para o McDonald’s
A
revista Carta Capital publicou na sua edição de 12 de
setembro uma denúncia grave que envolve a rede de lanchonetes
McDonald’s, no estado do Maranhão. Segundo a reportagem,
crianças com menos de 15 anos trabalham em “cooperativas”
para costurar bonecos do Ronald, o personagem-símbolo
da rede de lanchonetes.
A contratação das crianças trabalhadoras não é feita diretamente
pela rede. A McDonald´s contratou a fabricante de brinquedos
Estrela que, por sua vez, contratou a confecção El Charro,
em São Paulo e esta subcontratou a “cooperativa” da cidade
de Rosário, no Maranhão, onde trabalham as crianças. Segundo
a reportagem, a cooperativa de Rosário estimava produzir
2 milhões de peças até o final de setembro, para serem
vendidas no Dia das Crianças ao preço de R$2,50 a R$2,80
a peça. Os trabalhadores mirins recebem R$0,29 por peça
costurada.
A jornada dos trabalhadores infantis vai das 7h30 às 17h30,
com uma hora de almoço. Os galpões são cobertos com telhas
de zinco e com uma péssima ventilação, o que faz aumentar
o já forte calor maranhense. A água é retirada de um poço
e está contaminada. Tudo isto causa constantes diarréias
e desmaios nos trabalhadores infantis.
Reações das empresas envolvidas:
- A Confecção El Charo disse, por meio de um dos seus
sócios, Marcus Palermo, que a mão de obra da cooperativa
é ruim porque “eles não se empenham, demoram no almoço
e sempre somem bonecos”
- O presidente da Brinquedos Estrela disse desconhecer
a existência de menores de 16 anos na cooperativa de Rosário
e que o contrato entre as partes estabelece a proibição
do uso da mão de obra infantil;
- A rede McDonald’s afirmou que todos os seus contratos
com fornecedores tem cláusulas que proíbem claramente
o uso da mão de obra infantil.
E AÍ, QUEM ASSUME A RESPONSABILIDADE POR ESTE ABSURDO?
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