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| Órgão
oficial do STI Químicas, Farmacêuticas,
Abrasivos, Material Plástico, Tintas e
Vernizes de Guarulhos, Mairiporã, Caieiras,
Franco da Rocha e Francisco Morato - Filiado à
Central Força Sindical
- Rua Francisco Paula Santana, 119 - Tel. 209-7800
e 6463-2244 - Guarulhos (SP) - Dir. Resp.: Antonio
Silvan Oliveira - Jorn. Resp.: Luís Alberto
Caju (Mtb.19.281-SP)
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Phibro
possui estação de água de reuso
A
unidade, concluída em 1993, custou US$ 10 milhões
O
projeto da Prefeitura de construir uma usina de tratamento de
água de reuso na Cidade Satélite de Cumbica, Zona
Leste, já é realidade na fábrica da Phibro,
na Avenida Presidente Tancredo Neves, 1.111, Macedo. A unidade,
concluída em 1993, custou US$ 10 milhões e tem
capacidade para armazenar 8 milhões de litros dágua.
Por hora, a empresa consome 50 mil litros e descarta, após
tratamento de eliminação de esgoto industrial
e doméstico, 30 mil litros por hora, que são despejados
no Canal de Circumvalação.
“Na Phibro nós usamos água reusada para
lavagem de filtros prensa e no lavador de gases (aparelho que
retém as impurezas tóxicas antes de liberar o
gás para a atmosfera). Neste último, são
gastos 7 mil litros por hora. Tudo para não poluir o
ar”, explicou a engenheira de Meio Ambiente da empresa,
Glalcy Laripe Guimarães.Segundo ela, a usina de tratamento
da Phibro conta com o mesmo sistema de funcionamento da similar
da Sabesp existente em São Miguel Paulista, Zona Leste
da Capital. “A diferença é que pertence
a uma empresa privada”, afirmou.
O diretor superintendente da Phibro, Robert Chase Branden, explica
que a água tratada na estação da empresa
fica sem o esgoto doméstico. “O nosso tratamento
é biológico. Quando a água cai no rio,
não rouba oxigênio, pois está pura”,
disse. Glalcy afirma que o processo de água reusada é
de fácil implantação. “É importante
a empresa saber qual o destino que será dado a ela. Avaliar
suas características. De acordo com a filtragem e processo
adequados, você pode ter a água na pureza que desejar”,
enfatizou.
Na Phibro, após o tratamento de esgoto, pode ser utilizada
nas descargas dos banheiros. “Os nossos exames mostram
que ela fica sem coliformes fecais”, frisou. Na avaliação
do diretor de RH para a América Latina da Phibro, Roberto
Cezar Fattori, numa empresa de grande porte, a água reusada
acaba compensando. Por que dentro de alguns anos, toda indústria
pagará pelo tratamento que a Sabesp vai dar nesta água
descartada. “Jogamos fora 30 mil litros por hora, que
num período de 24 horas seria suficiente para abastecer
6 mil pessoas. Por que não aproveitar essa água
em outras empresas? Os gastos com tubulações compensariam
a rapidez da chegada do liquido ao local”, disse.
Segundo Glalcy, as despesas com a instalação de
uma usina de tratamento para atender as indústrias, aumentaria
o volume de água potável ao consumidor residencial.
“Neste caso, os empresários precisariam definir
quais as suas necessidades. Num laboratório, como o nosso,
a água precisa ter determinada pureza para ser utilizada
nos equipamentos de produção. Porém, essa
necessidade pode ser diferente numa metalúrgica ou fábrica
de plásticos”, disse.
A vantagem da água reusada, na avaliação
de Fattori, é a redução de custos na compra
de água potável. “Sua empresa fica livre
dos problemas causados pelos racionamentos e da dependência
de carros pipas. O líquido utilizado, várias vezes,
sempre é reaproveitado”, destacou. Neste caso,
segundo ele, as compras de água potável do sistema
de tratamento seriam menores. “Na relação
custos/benefícios, o investimento do Estado e Município
numa usina de tratamento para água reusada é viável.
O consumidor residencial teria maior volume de água potável
ao seu dispor”, explicou.
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