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Órgão
oficial do STI Químicas, Farmacêuticas, Abrasivos, Material
Plástico, Tintas e Vernizes de Guarulhos, Mairiporã, Caieiras,
Franco da Rocha e Francisco Morato - Filiado à central
FORÇA SINDICAL - Rua Francisco
Paula Santana, 119 - Tel. 209-7800 - Macedo CEP: 07112-020
- Guarulhos (SP) - Dir. Resp.: Antonio Silvan Oliveira - Jorn.
Resp.: Dennis de Oliveira (Mtb.18.447-SP)
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Força
Sindical Guarulhos exige solução para o problema do
transporte
Reportagem:
Dennis de Oliveira
Fotos: Valmir Perêa Pinheiro
Os problemas do transporte coletivo em Guarulhos está
incentivando até mesmo as empresas contratarem trabalhadores
de outras cidades
A
diretoria da regional Guarulhos da central Força Sindical
mandou uma carta ao prefeito de Guarulhos, Elói Pietá,
reclamando da situação do transporte coletivo na cidade
e exigindo medidas para melhor o sistema. Segundo o presidente
da regional, Antonio Silvan Oliveira, há dois problemas
graves a serem resolvidos: o custo das passagens que onera
tanto o trabalhador como o empresário; e a qualidade do
serviço de transporte que deixa muitas regiões importantes
da cidade sem ônibus. Silvan acredita que o atual sistema
está incentivando as empresas a contratarem trabalhadores
de São Paulo e não da cidade.
“O custo da passagem de ônibus em Guarulhos é de, pelo
menos, R$1,40”, afirma Silvan. Ele calcula que um trabalhador
que usa quatro conduções por dia para se deslocar da sua
casa para o trabalho irá gastar, por mês, R$123,20. “Se
ele recebe, por mês, R$500,00, pela lei ele poderá comprometer
só 6% da sua renda, isto é, R$30,00; o restante, R$93,20
deverá ser pago pelo empresário”, conclui. Ele acrescenta:
“Uma empresa com 100 funcionários, irá gastar, somente
com transporte, R$9.320,00, um custo alto e os empresários
de bairros de Guarulhos próximos a capital estão preferindo
contratar trabalhadores de São Paulo de bairros como Ermelino
Matarazzo e vizinhos que, com apenas uma condução de R$2,00,
podem se deslocar da casa para o serviço”, conclui.
A conta é simples: um ônibus intermunicipal de São Paulo
para Guarulhos custa, no máximo, R$2,00. Tomando um ônibus
para ir e outro para voltar, este trabalhador irá gastar
R$4,00 por dia ou R$88,00 por mês. Se este trabalhador
ganha também R$500,00; o custo para a empresa com transporte
será de R$58,00 – numa empresa com 100 funcionários nesta
condição, o custo total será de R$5.800,00, isto é, 37%
a menos que se todos fossem trabalhadores da cidade. “Já
há trabalhadores da cidade chegam a abrir mão do seu direito
do vale-transporte para poder conseguir a vaga”, denuncia
o presidente do Sindicato dos Químicos da regional da
Força Sindical.
A Força Sindical está propondo ao prefeito a criação do
sistema de terminais de integração de modo que, pagando
apenas uma passagem, o trabalhador poderá tomar mais de
uma condução, reduzindo tanto os seus como os custos dos
empresários. Além disto, a central reivindica uma melhoria
nos serviços prestados, pois regiões importantes como
Cumbica são mal servidas. “Os ônibus transitam apenas
nas avenidas principais e o trabalhador é obrigado a andar
longos trechos a pé, correndo risco de assaltos e atropelamentos”,
reclama o sindicalista.
Por fim, Silvan lembra que o atual prefeito de Guarulhos
prometeu, na sua campanha, resolver o problema do transporte
coletivo.
“Infelizmente, o prefeito ainda não deu a merecida atenção
ao problema e acho estranho que determinadas obras como
a que está sendo feita no cruzamento da Paulo Faccini
com a Tiradentes, onde estão colocando flores no canteiro,
seja priorizada em detrimento de outras necessidades maiores
da população”, conclui.
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