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Órgão
oficial do STI Químicas, Farmacêuticas, Abrasivos,
Material Plástico, Tintas e Vernizes de Guarulhos,
Mairiporã, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco
Morato - Filiado à central FORÇA
SINDICAL - Rua Francisco Paula Santana,
119 - Tel. 209-7800 - Macedo CEP: 07112-020 -
Guarulhos (SP) - Dir. Resp.: Antonio Silvan Oliveira
- Jorn. Resp.: Dennis de Oliveira (Mtb.18.447-SP)
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Força
Sindical na luta contra as demissões na GM
O
Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, filiado
à central Força Sindical, está travando
uma árdua luta para impedir que mais de 800 trabalhadores
da unidade da General Motors em São Caetano sejam demitidos.
A empresa quer acabar com o segundo turno que emprega 1.650
trabalhadores. A idéia da empresa é remanejar
400 trabalhadores para o turno da manhã, 450 para as
atividades essenciais à noite e demitir os 800 restantes.
A empresa decidiu ainda que 4.500 trabalhadores entrarão
em férias coletivas no dia 29 de julho, retornando no
dia 7 de agosto.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Agamenon
Alves, apresentou três alternativas à empresa para
que não hajam demissões. A empresa não
se pronunciou e o dirigente sindical afirmou que, caso não
haja nenhuma negociação, haverá greve.
O sindicato liderou uma paralisação dos trabalhadores
no dia 17 de julho por seis horas e ainda organizou uma passeata
na Avenida Goiás, uma das principais da cidade de São
Caetano, para protestar contra as demissões.
Este fato demonstra mais uma vez a falência da política
econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso. As
empresas multinacionais de automóveis conseguiram tudo
o que quiseram nestes últimos anos. Conseguiram redução
das alíquotas dos impostos, os preços dos produtos
foram liberados, obtiveram incentivo para importar peças
que antes eram produzidas aqui (o que ocasionou o fechamento
de várias indústrias nacionais de autopeças
e, conseqüentemente, demissões em massa). Agora,
resolvem simplesmente aumentar o preço dos automóveis
e a redução das vendas é respondida não
com redução dos preços mas sim com redução
das vagas.
A Força Sindical não vai ficar parada quanto a
isto. Todos os sindicatos filiados à central estão
nesta luta em defesa do emprego e do salário digno.
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